Processo de venda do estádio de San Siro vira alvo de investigação na Itália
O processo de venda do estádio de San Siro pela prefeitura de Milão à Internazionale e ao Milan está sendo investigado por suposta manipulação das licitações, informou a imprensa italiana nesta terça-feira (31).
Nove pessoas estão sob investigação depois que a polícia financeira italiana realizou buscas na prefeitura de Milão e na empresa que administra o San Siro, que pertence a Inter e Milan.
Entre os investigados estão o ex-CEO da Inter Alessandro Antonello, representantes de ambos os clubes, e o diretor-geral da prefeitura de Milão, Christian Malangone, considerado o braço direito do prefeito, Giuseppe Sala.
As acusações giram em torno da forma como foi aprovada no final de setembro a venda de 28 hectares de terreno público, sobre os quais o mítico estádio está construído, por 197 milhões de euros (pouco mais de R$ 1 bilhão).
Inter e Milan planejam demolir San Siro após a construção de um novo estádio com capacidade para 70 mil espectadores no terreno situado imediatamente a oeste da atual arena.
Os investigadores suspeitam que autoridades municipais favoreceram interesses privados em detrimento do bem público e que recorreram a uma lei elaborada para simplificar o processo de construção do estádio, a fim de beneficiar construtoras específicas.
A investigação sobre a venda, concluída em novembro, ocorre após uma apuração mais ampla sobre suposta corrupção no planejamento urbano da cidade.
O ex-secretário de Urbanismo Giancarlo Tancredi, cuja prisão no meio do ano passado em um caso ligado a esta investigação foi revogada pela Suprema Corte italiana em dezembro, está mais uma vez sob investigação pelo Ministério Público de Milão.
P.M.Martin--SMC